A inquietação que nos levou a sonhar
Em meados de 2022, uma inquietação tomou conta de mim. Eu, sempre tão dedicado ao trabalho, comecei a desejar mais tempo com a família — participar do dia a dia da Alice, do Arthur e da Julia. Sabia que logo entrariam na adolescência e, em breve, voariam sozinhos. Era o momento perfeito para criar memórias e transmitir valores.
A proposta inusitada
Numa caminhada, propus à Elisa: "E se fizéssemos uma viagem de longo prazo?". Ela riu, achou brincadeira — afinal, eu, o workaholic, sugerindo desacelerar por um ano? Mas quando falei em ligar para a escola para trancar a matrícula, ela viu que eu estava falando sério.
O início da aventura
A partir dali, tudo fluiu. Decidimos vender tudo e sair por um ano. Foram quase seis meses de planejamento intenso — roteiros, escolas online, orçamentos, pesquisas. Aprendemos a lidar com o desapego e a incerteza. Era empolgante e assustador ao mesmo tempo, mas estávamos determinados.
Aprendizados
Cada dia virou uma lição: desapego, convivência intensa e a importância de viver o presente. Enfrentamos a falta de rotina, o ensino online e a saudade — mas tudo isso foi irrelevante perto das memórias que colecionamos e dos valores que transmitimos aos nossos filhos. Foi, de fato, a decisão que mudou nossas vidas.
Compartilhamos roteiros, dicas e histórias reais de viagem em família. Autores do livro “5 Passaportes e Um Destino”.




