Hoje o relato é mais sério e introspectivo. Decidimos compartilhar uma das experiências mais marcantes e educativas da nossa jornada: a visita ao Museu de Auschwitz-Birkenau.
A decisão de ir
Não foi fácil. Recomenda-se a visita para crianças maiores de 14 anos, e sabíamos que seria emocionalmente intenso. Por isso tivemos longas conversas em família sobre o Holocausto e seu impacto, para que Alice, Arthur e Julia compreendessem a importância do que iriam testemunhar — e estivessem preparados. Apesar de jovens, mostraram uma maturidade surpreendente e expressaram o desejo de ir, aprender e prestar homenagem.
A visita
Não há palavras que descrevam a atmosfera de Auschwitz. O sofrimento é palpável em cada barracão, em cada exposição. Atravessamos os portões com a inscrição "Arbeit macht frei" em silêncio respeitoso, absorvendo as histórias do nosso guia. O impacto foi visível em todos, especialmente nas crianças, caladas e reflexivas.
O aprendizado
Num mundo onde as lições do passado são tão facilmente esquecidas, visitar Auschwitz lembra a importância da memória e da educação. As crianças aprenderam sobre tolerância, humanidade e a necessidade de estar sempre vigilante contra o ódio. Não é um lugar de turismo, mas de lembrança — uma janela para um passado que precisa ser conhecido para não se repetir. Seguimos a jornada com corações um pouco mais pesados, mas com o espírito renovado para espalhar bondade por onde passamos.
Compartilhamos roteiros, dicas e histórias reais de viagem em família. Autores do livro “5 Passaportes e Um Destino”.




